Prisão Platão estreiam-se em formato EP com “A Selvajaria de Platão”

A banda portuguesa de rock alternativo Prisão Platão acaba de lançar o seu primeiro EP, A Selvajaria de Platão, um trabalho conceptual que marca uma nova etapa na afirmação do grupo no panorama emergente da música nacional. Editado a 13 de março de 2026, o disco reúne uma narrativa contínua que conduz o ouvinte por uma jornada de transformação, explorando a tensão entre a condição civilizada e o regresso às raízes mais predominantes do ser humano.
Influenciados pela estética new wave e pós-punk dos anos 80, com referências que passam por Joy Division, A Certain Ratio e pela herança do rock alternativo português de bandas como GNR, Ornatos Violeta, Taxi ou Heróis do Mar, os Prisão Platão apresentam um trabalho ambicioso, onde a música se cruza com a poesia, o storytelling, o teatro e a experimentação sonora.
Composta por Tiago Lisboa (baixo), Francisco Adónis (guitarra e solos), Gonçalo Gamas (bateria) e Fran Gallis (guitarra, voz, letras e composição), a banda assume uma postura crítica perante o estado atual da cultura, procurando novas formas de expressão para o rock contemporâneo português.
Em A Selvajaria de Platão, o sujeito poético percorre um caminho entre o betão e a folhagem, entre o que foi e o que é, enfrentando a frustração dos sonhos e denunciando diferentes formas de escravatura. Ao longo das várias faixas, a narrativa evolui gradualmente até culminar numa explosão sonoplástica que simboliza a libertação dos próprios artistas e a reconciliação com o seu estado mais selvagem e autêntico.
O EP inclui o single “Como o Mar Bate na Rocha”, originalmente lançado a 14 de fevereiro de 2026. A canção aborda a dor da separação e a persistência da memória afetiva, recorrendo à metáfora do mar e da rocha para retratar a erosão emocional provocada pela ausência. Entre guitarras envolventes e coros distantes, a banda constrói um tema marcado pela melancolia, mas também pela esperança de cura para os corações partidos.
As gravações decorreram em junho de 2025, contando com a co-produção da banda e do engenheiro de som Jonathan Watts, enquanto a masterização ficou a cargo de João Alves.
Com este lançamento, os Prisão Platão apresentam uma obra que desafia convenções e reforça a sua identidade artística, afirmando-se como um dos projetos emergentes mais inquietos e experimentais da nova geração do rock português.

Alinhamento:
1. Mixórdia Discórdia
2. Paciência
3. Como o Mar Bate na Rocha
4. Andamento
5. De Volta às Origens (Selvajaria)

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